
Forte? Talvez sim, talvez não. Aparentemente uma muralha. De Palha. Ofuscando golpes do externo, repelindo ajuda, se achando suficientemente capaz de ser sozinho, quando na verdade é uma folha em uma arvore, como qualquer outro que precisa de todos a sua volta para ser maior, para ser um todo. Mas ao contrario dos outros se acha bom o bastante, bom para se desprender da arvore em um dia de outono, cinza, difícil. Auto-confiante ou auto-destrutivo? Os dois. O ‘Q’ da questão é que essa mesma ira cair e secar, sozinho, no chão. Mas até aí é só uma questão de escolha. Agora lhes pergunto: Culpado? Talvez sim, talvez não. Sempre há um vento forte o suficiente para jogar a folha longe o bastante da sua arvore, para arrancá-la e negar a sua permanência perto das flores.
Nada é simples, nada depende só de um lado da moeda. Além da ação e reação, há a intervenção, e essa influência muito, é capaz de mudar tudo para sempre. Não há como prever quando elas aparecerão, com que intensidade ou qualquer coisa. Elas aparecem como o vento forte nas folhas. Como um coringa. A precaução? Não se ache forte, você precisa dos outros assim como eles precisam de você. Valorize os que estão a sua volta. Os que quando você estiver como uma folha no chão, secando sozinha, virão em cima de ti para servir de escudo.
Agora a solução? Não sei. Mas se descobrir me avise, pois os meus escudos de folhas não são eternos.